o diário da nossa horta


Com a pandemia instalada tivemos que alterar muitos dos nossos hábitos e rotinas na nossa vida pessoal e profissional, o mesmo tendo sucedido com a maior parte dos estabelecimentos comerciais.

Na Mercearia Bio Café, na impossibilidade de continuar a fazer o serviço de cafetaria no interior, procuramos tornar o espaço dedicado à nossa esplanada mais confortável, acolhedor e convidativo, pensando também já no tempo mais frio que vai chegar.

Com a ajuda de toda a Equipa da Mercearia Bio, da Teresinha e do Pedro, da Byho, da Fátima da Quinta das Seis Marias, nasceu a nossa horta!

Surpreendidos? 

Pois ficaram também os nossos Fregueses e todos os transeuntes que passam diariamente à porta da Mercearia Bio Café, na zona ribeirinha de Portimão.

É que em vez das tradicionais plantas de pouca rega e manutenção, plantamos alfaces, couves, coentros, salsa, manjericão, piri-piri, aipo, uma amoreira e algumas suculentas… E foi apenas o início da nossa horta… 

Và… é a bem dizer uma micro-horta, mas é igual à que cada um de nós pode ter na sua varanda, quintal, no parapeito da janela ou em simples vasos pendurados no exterior.

E assim, de forma bem simples e sem ambição, nasceu um projeto com mão na terra, que queremos dar a conhecer e ir partilhando todas as semanas. 

Os nossos objetivos são mostrar que é possível todos termos a nossa hortinha, partilhar os conhecimentos que vamos recolhendo dos nossos “Consultores”, os Produtores, e incentivar as boas práticas ambientais, que todos temos a responsabilidade de ir incorporando no nosso dia dia.

Criamos até um email especialmente dedicado

 odiariodanossahorta@merceariabio.pt 

e que servirá como canal de troca de experiências e dicas que quem for acompanhando a nossa horta possa necessitar para melhores resultados ter na sua.  

Aqui fica o vídeo de apresentação da nossa horta!

the diary of our vegetables garden

With the pandemic in place, we had to change many of our habits and routines in our personal and professional lives, the same happened with most shops, cafes and restaurants.


At Mercearia Bio Café, as coffee shop service indoors was no longer a possibility, we had to move outside and try to make the space dedicated to our terrace more comfortable, welcoming and inviting, also thinking about the colder weather that will arrive.


Our vegetable garden was born with the help of Mercearia Bio Team, Teresinha and Pedro, from Byho, and Fátima, from Quinta das Seis Marias!

Surprised?

So were our Customers and all people passing by Mercearia Bio Café’s door, on the riverside area of Portimão.


Instead of the traditional plants with little watering and maintenance, we planted lettuces, cabbages, coriander, parsley, basil, piri-piri, celery, a mulberry and some succulents … And it was just the beginning of our garden…


Well … it’s a micro-vegetable garden, but it’s the just like the one each one of us can have on our balcony, in the yard, on the windowsill or in simple vases hanging outside.


And so, in a very simple and unambitious way, a hands-on project was born, which we want to share every week.

Our goals are to show that it is possible for everyone to have their vegetable garden, share the knowledge that we are collecting from our “Consultants”, the Producers, and encourage good environmental practices, which we all have the responsibility to incorporate into our day.

We have even created an email specially dedicated to


odiariodanossahorta@merceariabio.pt

and that will serve as a channel for exchanging experiences and tips that whoever accompanies our garden may need for better results to have in theirs.

Here You will find our vegetables garden presentation video!

abril 2020, aos nossos olhos

abril2020_pt

 

Ana – financeiro, rh e novos projetos

“Estamos todos com saúde, e estamos todos a trabalhar na Mercearia Bio. Não gosto de anadizer que estamos todos bem, pois dificilmente alguém está bem no contexto actual. Não sou cor-de-rosa, nunca fui. Instalei o “meu escritório” na minha cozinha, e passo aqui os dias, entre o computador, as 4 refeições diárias que confecciono, o telefone e as redes sociais da Mercearia, as aulas on-line dos miúdos, e até mesmo nas pausas, fico aqui. É um espaço cheio de luz, é bom…. neste espaço sou tudo, a responsável financeira da empresa, a mãe, a cozinheira, a professora, a explicadora, a empregada de limpeza. Estou como a maioria das pessoas, confinada num espaço, em isolamento social…, costumo dizer que quando tudo isto acabar quero isolamento parental! Há dias difíceis, outros mais fáceis, estamos todos a sobreviver, é o que eu sinto. Mas estamos cá, e enquanto conseguirmos vamos continuar a fazer aquilo que sabemos – levar o que de melhor temos até Si.”

Nuno – loja online e compras

“um dia de cada vez… Estes são tempos difíceis que jamais imaginei atravessar, é um cenário atípico ao qual rapidamente tive de adaptar-me para dar resposta a desafios novos, extremamente exigentes. Na merceariabio.pt tem se feito sentir um pico de encomendas online para entrega em todo o País, e nós, Equipa da Mercearia Bio, tivemos de reagir às necessidades dos nossos Fregueses. Passamos a trabalhar em alta rotação 7 dias por semana, a dar o nosso melhor para garantir a entrega de todas as encomendas que chegam até nós! Por estes dias, o nosso armazém ficou pequeno mas  a nossa garra, atitude e alma cada vez maior! Por estes dias, intensificamos o nosso ritmo, acordamos cedo e deitamos-nos tarde, trabalhamos como nunca, mas com a mesma vontade de sempre! Por estes dias, os meus colegas têm sido incansáveis, soberbos, exemplares, verdadeiros poços de energia, apesar de toda a pressão, stress e  pânico, que se faz sentir na nossa sociedade, no nosso dia a dia e nas nossas rotinas.

A nossa equipa implementou uma plano interno de contingência de forma a garantir o melhor serviço possível com os menores riscos associados para todos os nossos fregueses que implica o distanciamento entre colaboradores e  consumidores, desinfeção das áreas utilizadas frequentemente, utilização de máscaras e viseiras, higienização geral das nossas instalações. A nossa postura tem sido séria e de rápida resposta perante todas as dúvidas, processamento de encomendas e respectivas entregas. A gestão de stocks é agora o nosso foco de preocupação, sendo que lançamos um apelo aos nossos fregueses para o consumo consciente, pois os bens alimentares de 1ª necessidade deverão estar acessíveis ao máximo de famílias possíveis. Sentimo-nos capazes, comprometidos e disponíveis para satisfazer as necessidades de todas as Famílias que acreditam em nós!

Pessoalmente, quero dizer-vos que, têm sido momentos de muito trabalho, esforço e dedicação.  São semanas, dias e horas de muitas e rápidas decisões, mas eu sinto-me bem e capaz. Custou-me muito, a semana passada ter saído de casa um dia pela manhã e a Tatiana estar em lágrimas porque sente medo por eu estar em exposição e em contacto permanente com outras pessoas. Mas tranquilizei-a e a vós tranquilizo-vos  porque todos juntos de mãos dadas vamos superar esta pandemia, vamos continuar a satisfazer dezenas de famílias, e vamos ser uma equipa forte e cada vez mais capaz de superar qualquer situação que seja.

Todos os meus colegas estão de Parabéns pela atitude e entrega demonstrada no dia a dia.”

equipa armazém

Rui – tecnologias, loja online e mercaria bio café

“Há algum tempo que ouvia falar no vírus, mas apenas na China, então não ligava muito. No entanto, foi quando estava de férias na Madeira que ouvi sobre o primeiro caso em Portimão, na escola onde tirei o meu curso, e foi aí que comecei a me aperceber aos poucos da realidade. Parece impossível, e sempre pensamos que “só acontece aos outros” mas agora sei que está perto e isso assusta bastante. Tive de antecipar o voo de volta com medo de ficar “preso” na Madeira, onde na altura não tinha caso nenhum confirmado, mas nunca duvidei que o meu lugar era na cidade onde tenho a minha família toda. Durante algum tempo fechamos nos em casa com medo de termos passado nos aeroportos assim como milhares de pessoas que vem de todo o mundo. Todos os dias tenho de sair de casa para ir trabalhar, e saio com um mix de emoções. Triste por deixar a minha mulher e filha, de apenas 3 meses, sozinhas em casa nesta altura, em que tudo assusta. Medo por ter de voltar para elas depois te todos os dias sair e não saber se o levo para casa, mas Feliz por pertencer ao grupo de pessoas que está a trabalhar para que o país não pare e que as pessoas continuem a receber comida em casa.
Em casa tenho de esconder tudo isto e ser forte pelos os que Amo e dizer que tudo vai ficar bem.
Eu acredito que vai! Eu SEI que vai!”

 

Fernanda – mercearia bio café

“Estava de férias quando foi decretado o Estado de Emergência. Durante 3 dias não fernanda 1pensei muito no assunto, pois estava em casa muito ocupada, fazendo coisas pendentes há anos. Véspera de regressar ao trabalho e assaltam-me alguns pensamentos e receios: Lido com muita gente, será que alguém me pode infetar, levando eu o virus para casa e infetando “os meus”? Será que desconhecendo o meu estado viral posso infetar alguém? Mas estes pensamentos apenas duraram fracções de segundos. Pois se podemos estar meses sem comprar uns sapatos ou vestido, ninguém pode estar sem comprar bens alimentares e os fregueses da Mercearia Bio necessitam de mim e dos meus colegas, por isso VAMOS LÁ!”

 

Cristina – mercearia bio café e armazém

“Quando este vírus apareceu pensei :”só me faltava mais isto”, depois de um longo cristinacaminho perturbado, de algumas duras batalhas quase ultrapassadas, de tanto esforço e tanta energia gasta em arranjar respostas e soluções para afastar as pedras que cruzaram o meu caminho, onde vou buscar mais forças para isto? Então parei, como muitos, e pensei e perguntei-me: és capaz?
E a resposta veio do meu íntimo, sim, acho que sim, é só mais uma batalha e eu sou capaz, porque nunca me passou pela cabeça desistir. Porque todos dizem que sou forte e eu vou provar que sim, eu sou resistente. Vamos lá á luta, desta vez não estás sózinha. E há quem precise da tua ajuda e tu estás lá.”

 

Helena – design gráfico, comunicação e imagem

“Há alguns anos que trabalho a partir de casa e por isso continuar a fazê-lo em nada veio alterar o meu trabalho. Mas agora tenho de fazê-lo partilhando o tempo com a minha filha, que não pode brincar com os amigos e que teve de se adaptar a uma nova forma de estudar.
As saídas à rua passaram a ser apenas para levar comida a familiares de maior idade que estão confinados em casa para que estejam seguros. Faltam os abraços e os beijos mas mantemos os sorrisos através das tecnologias e nos fugazes momentos de entrega das compras.helena
Cresceu a solidariedade, familiar, em equipa de trabalho e até no exemplar comportamento dos nossos políticos que falam a uma só voz no parlamento. A Primavera chegou com o ar mais limpo, as águas mais azuis e estas são as coisas que mais importam agora.
Se nos mantivermos unidos sairemos todos mais fortes desta nova experiência… é o que desejo a todos.”

 

Pedro – loja online, mercearia bio café e marketing & comunicação

“tempos estranhos, estes… Que todos vivemos. Triste por não poder estar com alguns dos que nos são mais próximos, não poder apertar a mão, beijar, abraçar, conviver. Triste por ver as pessoas assustadas, desconfiadas, tristes, com medo, privadas do convívio fernanda 2social que em muito nos diferencia das outras espécies. Triste também por ver as ruas e as estradas desertas, a maior parte do comércio e empresas encerradas, muitas das quais de pessoas que conhecemos bem. Melhor que a maioria das pessoas porque me é permitido trabalhar. Satisfeito porque conto com os meus Companheiros de trabalho todos, empenhados e dedicados nesta missão que ora assumimos de continuar a fazer a Mercearia Bio ainda mais útil para todos os Fregueses. Feliz mesmo por cumprir a nossa missão social, ajudando a fazer chegar semanalmente a mais de 100 famílias por todo o país, as nossas encomendas, contribuindo assim para a missão de manter o mais possível as Pessoas em casa. Muito feliz por ter todos os que me são próximos de saúde e com esperança no futuro que aí vem. Esperamos assim poder continuar e ultrapassar estes tempos estranhos e poder voltar à vida normal que tínhamos, de que agora todos temos saudades e que talvez possamos vir no futuro a valorizar mais do que o fizemos no passado.

Da nossa Família para a Sua!”

 

Equipa da Mercearia Bio

da nossa família para a sua, mercearia bio

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Numa altura em que os produtos biológicos estão cada vez mais disponíveis em praticamente todas as superfícies de comércio alimentar, na Mercearia Bio assistimos com muita alegria à confirmação de que quando começamos em 2007, estávamos mesmo no caminho certo.

Continuamos hoje fiéis aos nossos valores, procurando os melhores produtos, de agricultura biológica e, o mais possível, de produção local, regional e nacional. Nos frescos, frutas e legumes, a nossa oferta é cada vez mais centrada no que a produção nacional nos dá e isso reflecte-se na maneira como vamos mantendo os nossos Fregueses e Amigos fiéis aos nossos produtos e cada vez mais próximos de nós.

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Este ano, em junho, juntamos a nossa Equipa para pensarmos um pouco no que temos andado a fazer e no que queremos continuar a fazer. Entre outras conclusões e decisões, o mais importante foi revisitar as nossas origens e partilhar isso com todos. Tudo começou em 2007 de uma vontade de encontrar os melhores ingredientes para a nossa Família e partilhá-los com os nossos Fregueses e Amigos:

Mercearia Bio, da nossa Família para a Sua!

E é assim mesmo que vemos o nosso futuro, sempre em busca do melhor para Nós e para Si!

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O Nuno fez em outubro 10 anos de Mercearia Bio, o que nos deixa a todos muito orgulhosos e nos faz pensar na responsabilidade que temos de continuar o nosso trabalho. Eu, a Ana e a Helena estamos com a Mercearia Bio desde o início, no ano de 2007. O Rui, mesmo antes de atingir a maioridade já cá estava e agora acaba de ser Pai! O Vítor já há uns aninhos que se juntou a nós e a Fernanda, acabadinha de completar o seu primeiro ano, que esperamos seja só o 1º de muitos.

E tudo isto para dizer, em jeito de mensagem de ano novo, que vamos continuar a trabalhar todos os dias para ter o melhor da produção biológica nacional disponível online, em merceariabio.pt, e na Mercearia Bio Café e outros pontos de venda que esperamos poder ter cada vez mais próximo de todos os nossos Fregueses.

Um Bom Ano com os melhores alimentos!

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Do(s) (1)8 para o(s) 80, uma História de Sustentabilidade Familiar

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a família, só falto eu, o pedro, o fotógrafo

No último Dia das Bruxas, ou Halloween, como preferirem… É que a mim já me custa que esta seja uma tradição importada, e ainda termos de lhe manter o nome estrangeiro… Vou-me ficar pela designação cá da malta!

Voltando ao tema, neste dia, que para mim é mais que tudo o aniversário do meu Pai, o Toni, como o chamamos todos, netos, filhos, sobrinhos, mulher, amigos e por aí fora, completou 80 “biscas”, como ele diz.

Em conversa com as minhas irmãs, a Bá e a Claudete, portanto duas, comigo 3 irmãos e filhos dos meus pais, falávamos sobre os preparativos da celebração e o que haveríamos de oferecer a um Homem numa tão provecta idade… Gosto da expressão!

Entre várias ideias colheu maior consenso um tablet. Mas é preciso que percebam bem o enquadramento. Não se tratava de uma prenda com vista à introdução das novas tecnologias lá em casa dos seniores ou “new agers”, para assim posicionar este artigo a par das tendências do momento. Esse passo já o tínhamos dado há dois anos com a oferta do primeiro “smartphone” a entrar lá na casa dos meus Pais, pelo 78º aniversário do meu Pai.

Essa sim a verdadeira revolução tecnológica da casa dos Avós e também a verdadeira motivação para o tablet… Que eu explico: o meu Pai anda sempre, desde que se familiarizou com o seu novo gadget, com ele atrás. E para quê? Simplesmente para ver tudo o que é futebol e dá na tv, a televisão tradicional, quando não a tem nas proximidades.

Mas o telefone tem um ecrã muito pequeno e o Toni já tem uma vista muito cansada e precisa de ver a imagem maior. E foi esta a principal motivação para a escolha da prenda.

Não vou falar da minha Mãe, porque isso dava mais um artigo ou uma série deles, mas apenas referir que a Lola, como também todos a tratam, não gostou nada da ideia e, para ser brando, fica descontente a toda a hora com esta obsessão do Toni. Apenas para contextualizar, a Lola é uma Septuagenária que se recusa de forma convicta a tomar contacto com tudo o que sejam novas tecnologias.

Voltando ao tablet, tínhamos decidido e a Claudete, a minha irmã mais velha, em conversa com o filho Ricas, meu sobrinhito, que por acaso dá quase dois de mim de altura, tem quase 2,00 metros, e tem mesmo 18 anos, e com o meu Cunhado, Djulai, conversavam sobre a prenda e conversa puxa conversa, e aquele tablet do Ricas, que tá novo e guardado à espera de se tornar obsoleto, mas que está ainda para a as curvas?

O meu sobrinho, o Ricas, como todos os adolescentes, tem para ali uma quase que exclusividade com o seu telefone, que é aquilo que usa para tudo, por isso o tablet está guardado.

Acho que é também importante e justo referir que o Júlio, o meu cunhado, Djulai é mesmo só a minha irmã que lhe chama, é Cabo Verdiano, de uma família de 10 irmãos, da ilha do Fogo, para quem estas novas tendências de sustentabilidade, economia circular e outras tantas do género, que entraram há pouco nas expressões mais utilizadas por todos, não trazem grande novidade, porque na verdade para ele sempre foi uma necessidade e algo lógico reaproveitar, reutilizar, voltar a reaproveitar e voltar a reutilizar, até não poder mais, por necessidade e não por moda. Lembra-me uma frase que vamos ter em breve nos copos da Mercearia Bio Café – faças o que fizeres não me descartes nunca!

E assim foi dada a prenda, num papel com muitos corações e o nome de cada um dentro de cada coração, ainda dentro da caixa original. Para o meu Pai, que, como já tive oportunidade de dizer, tem fraca vista, foi como novo. Não parava de dizer – mas para que foram vocês gastar tanto dinheiro – preocupado com a nossa saúde financeira. E é claro que depois lhe dissemos o que ali estava na verdade.

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o embrulho do tablet

Mas o facto de se tratar de um equipamento já usado não diminuiu em nada o gesto e o valor do presente. Pelo contrário, acho que todos nos sentimos orgulhosos por este gesto que só teve coisas positivas para todos nós Família e para todos vós habitantes do planeta.

E só para rematar, sabem qual foi a prenda que a Clara, minha filha e eu, demos ao meu filho Pedro no passado dia 13? Uma bicicleta em 2ª mão que compramos no comércio tradicional de Portimão, na Torrado Bikes, onde já tinha comprado uma bicicleta nova para a Clara e onde conto comprar ou trocar as próximas que vierem a ser necessárias.

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o toni e o ricas

Saúde Menstrual: Opções mais Saudáveis e Ecológicas

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A pele é um dos maiores órgãos do corpo, uma das suas principais funções é a sua capacidade de absorção através dos poros. Todas as substâncias químicas colocadas na pele entram na corrente sanguínea e são espalhadas pelo corpo.

 

Quando selecciona os seus produtos de higiene menstrual lembre-se de escolher opções saudáveis porque a zona genital tem uma grande capacidade de absorção. Ao utilizar um tampão ou um penso descartável comum as substâncias existentes neles são absorvidas pela mucosa vaginal.

A menstruação faz parte do ciclo reprodutivo da mulher, quando não existe fecundação ocorre a descamação das paredes internas do útero. É estimado que a mulher desde da primeira menstruação à menopausa utilize mais de 8000 produtos higiénicos descartáveis, desde pensos a tampões, os quais tem um grande impacto no meio ambiente.

A maioria destes produtos higiénicos descartáveis tem na sua composição, fibras sintéticas, celulose, viscose, plásticos como o polietileno e o polipropileno, cloro, absorventes derivados do petróleo, látex, agro-tóxicos e produtos químicos, tais como dioxinas, perfumes e corantes.

Existem consequências associadas ao uso dos produtos higiénicos com químicos tais como, inflamações ginecológicas, infeções, irritação vulvovaginal (comichão, ardor, alergias…).

Sabia que já que existem outras opções mais saudáveis e amigas do ambiente?

– Copo Menstrual

– Pensos Menstruais Reutilizáveis

– Pensos e Tampões higiénicos de Algodão Biológico

– Cuecas absorventes

Porque nem todas as mulheres são iguais e têm estilos diferentes, a minha sugestão é que faça escolhas saudáveis e inteligentes para a sua saúde e cuidando simultaneamente do meio ambiente.

Foto M (1)Margarida Martins é natural de Loulé mas escolheu Portimão para viver.

Através da sua experiência como Enfermeira começou a ajudar as meninas, jovens e mulheres a fazerem escolhas inteligentes para terem a saúde física, emocional e mental que desejam.

Uma das suas paixões é a Saúde da Mulher. Nos últimos anos tem vindo a partilhar este tema em workshops, consultas e em grupos de mulheres. Facilita ainda sessões de Renascimento/Rebirthing.

Vive a vida com simplicidade através de estilos de vida positivos e equilibrados.

Kefir é “bem viver”

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Kefir é uma bebida fermentada, com origem nas montanhas do Cáucaso, onde é consumido há milhares de anos, não só pelas suas propriedades nutritivas como também por tradicionalmente, se acredita que confere longevidade. É obtida através da submersão temporária dos “grãos de kefir” num substrato, como o leite, seja ele de origem bovina, caprina ou de ovelha, onde se dá a fermentação.

Também é conhecido com a designação de tíbios, flor de iogurte, cogumelos do iogurte, quefir, kefir, kiaphur, kefer, knapon, kepiand e kippi. O termo kefir, deriva do turco keif que significa “bem-estar” ou “bem viver”.

Os “grãos de kefir” são uma colónia de microrganismos simbióticos, imersa numa matriz composta de polissacarídeos e proteínas, formada por bactérias – lactobacilos e bifidobatérias – podendo conter leveduras. Contudo, a sua composição biológica, química e nutricional, varia conforme a origem e o modo de produção.

É considerado um alimento probiótico, com consistência cremosa e de sabor ligeiramente amargo, que resulta da fermentação do leite, mas tudo vai depender do tempo desta. É obtida pela adição dos “grãos de kefir” ao leite, que vão fermentá-lo, incorporando na sua constituição bactérias e leveduras benéficas, bem como outros nutrientes úteis à saúde.

É bastante rico nutricionalmente, quando comparado ao iogurte, uma vez que possui maior número de bactérias e leveduras, resultante do processo de fermentação, das quais se destacam: L. bulgaricus, S. thermophilus, L. acidophilus, L. casei, entre muitas outras, bifidobactérias e leveduras.

Existem vários estudos que indicam eu o kefir trás imensos benefícios para a saúde, o qual se destaca no equilíbrio da microbiota intestinal, na regulação da tensão arterial, na melhoria de doenças cardiovasculares e perda de peso.

Como cultivar o kefir:

Habitualmente, os “grãos de kefir” são doados e o transporte inadequado pode resultar em contaminações indevidas. A produção é caseira, colocando-se cerca de 2 colheres de sopa dos grãos num frasco esterilizado e seguidamente, cobrem-se com leite a temperatura ambiente (20-28’ C). Deverá tapar-se o frasco com um pano, de modo a que os grãos “respirem”. As bactérias começam-se a alimentar do açúcar do leite (fermentação). Se forem colocados no frigorifico, esse processo fica inativado, ficando as bactérias adormecidas, podendo resistir semanas ou meses. Também podem ser congelados e reativos após anos.

Ao receber os grãos, é importante verificar se a cor e a textura são semelhantes às apresentadas no momento em que foram enviados. Normalmente possuem um tamanho variável de 0,3 – 3 cm, com formato irregular, de cor branco-amarelado, e textura viscosa e firme.

Durante o processo de fermentação é normal que o grão cresça, uma vez que as bactérias estão-se a alimentar. Se eles continuarem miudinhos após uns dias, é sinal de que algo está errado.

Além das culturas do kefir de leite, também existe o kefir de água, na qual são adicionados açucares e/ou fruta para se obter a fermentação. Os grãos são formados por uma massa consistente e gelatinosa, de cor amarelo translucido e de formato irregular e tamanho variável.

Foto Dina Carção

 

Dina Carção, Nutricionista

Licenciei-me na Escola Superior de Saúde de Faro em 2015 e sou membro efetivo da ordem dos nutricionistas desde 2016.

Presto serviços para instituições geriátricas e de educação, assim como, colaboro com entidades de utilidade pública. Atuo na área da nutrição clínica, dando consultas dirigidas a utentes de várias faixas etárias e patologias. Noutra vertente, dou formação na área da alimentação saudável e também da gravidez, da amamentação e da alimentação do bebé até ao primeiro ano de vida. Recentemente, integro a equipa do projeto HOPE.

A minha atuação baseia-se no registo da alimentação saudável e acredito que a alimentação mediterrânica seja a base para um estilo de vida saudável.

 

Crianças Vegetarianas

crianças vegetarianas

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A alimentação vegetariana implica um conjunto diversificado de conceitos, variantes, vantagens e limitações para a saúde de quem a pratica, podendo variar entre uma simples restrição a carnes vermelhas ou uma total restrição ao consumo de alimentos de origem animal, bem como de alimentos que na sua produção impliquem o sacrifício animal, em maior ou menor grau.

Entre os vários tipos de dietas vegetarianas, a mais restritiva é a dieta vegan! Com total restrição do consumo e utilização de produtos que possam derivar de origem animal, com motivações não só por questões de saúde, mas especialmente adotada por um conjunto de pessoas que defendem e adotam filosofias de vida orientadas para este comportamento e estilo de vida, não apenas na alimentação.

Existem, em nutrição, conceitos como o valor biológico e a biodisponibilidade dos nutrientes, que correspondem à sua “qualidade” e capacidade que o organismo tem de os absorver e utilizar eficazmente. É também sabido, que o mesmo nutriente, tem biodisponibilidades diferentes de acordo com a sua origem e, no que respeita às proteínas, às vitaminas lipossolúveis, a determinados sais minerais e ácidos gordos essenciais, a fonte de origem animal é essencial. Ou seja, o facto de 100 g de couve galega possuir cerca do dobro da quantidade de cálcio comparativamente a 100 ml de leite meio gordo, não significa, que o primeiro seja mais proveitoso para o organismo humano, antes pelo contrário.

As fases da vida em que existam maior taxa de crescimento, desde a gravidez até à idade adulta, apenas devem ser sujeitas a dietas restritivas em casos pontuais e necessários. Pois todos os nutrientes são essenciais a um ótimo crescimento e desenvolvimento físico, intelectual e cognitivo.

Mais uma vez, a dieta mediterrânica e caracteristicamente portuguesa é das mais completas e equilibradas e, se verificarmos as suas rodas e pirâmides educacionais, com facilidade nos apercebemos que a maior e mais frequente ingesta alimentar deve de facto ser em alimentos de origem vegetal, mas exigindo a necessidade diária de alimentos de origem animal (lacticínios, ovos, carnes e pescado).

Desde a mulher grávida, passando pelo bebé, criança, adolescente e jovem, são exemplos de fases da vida em que é necessário não apenas um consumo alimentar variado, mas também energético, por serem fases de crescimento e desenvolvimento essenciais. Quando restringimos a alimentação e a limitamos apenas a alimentos de origem vegetal, este crescimento e desenvolvimento estão em risco, resultando ou podendo resultar em situações de défices ou até mesmo de doenças.

A substituição total de alimentos de origem animal por alimentos de origem vegetal implica igualmente riscos para a saúde a médio/longo prazo, como no caso do leite e bebida de soja (rica em alumíno, fitatos e fitoestrogénios).

Deste modo, os vegan são considerados grupo de risco em termos nutritivos e consequentemente em termos de saúde em geral. Razão pela qual, devem sempre procurar a ajuda do nutricionista para tentar aproximar a sua ingestão dos valores nutritivos pretendidos e com o devido aconselhamento em suplementação alimentar, essencial desde a primeira infância. As adolescentes e jovens vegan são, de acordo com estudos realizados e, quanto a mim, uma verdadeira preocupação a este nível. Nomeadamente em questão de risco de anemia ferropénica e desnutrição, pois é uma idade em que são muito seletivas, praticando alimentações excessivamente restritivas do ponto de vista nutricional e, acrescendo o facto das perdas sanguíneas durante o período menstrual.

Embora não existam estudos científicos específicos e recomendações acerca da alimentação vegan em idades pediátricas, existem já algumas indicações acerca das alternativas alimentares para estes casos, referindo necessidade de reforçar a ingestão de frutos oleaginosos, leguminosas, cereais integrais e hortícolas e, de que as introduções alimentares dos alimentos de origem vegetal respeitar o preconizado para a alimentação omnívora.

Vanessa do Carmo

 

Vanessa do CarmoNutricionista licenciada na Escola Superior de Saúde Faro, em 2007. Inscrita na Ordem dos Nutricionistas, com larga experiência na área do acompanhamento em nutrição clínica e em instituições de saúde geriátrica e de educação. Acredita piamente que só a educação alimentar e as políticas associadas podem resultar na prevenção de doenças e estados de saúde que debilitam grandemente a nossa sociedade!!! É contra os fundamentalismos e as dietas da moda e defende a riqueza da alimentação mediterrânica.

A Cor da Nossa cozinha

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A população portuguesa consome cerca do dobro da quantidade de sal, que é recomendada pela Organização Mundial da Saúde (5g/dia), tornando-se essencial diminuir a sua utilização na alimentação, sendo as ervas aromáticas, uma boa alternativa.

Segundo a Direção Geral de Saúde (2013), o atual consumo elevado de sal é uma causa importante de hipertensão arterial e, por conseguinte, de doenças cérebro-cardiovasculares como o AVC e o enfarte do miocárdio, aumentando, também, o risco de doenças renais, tornando-se um grande fator de risco para a saúde.

Como alternativa ao consumo de sal, podemos utilizar nas nossas cozinhas as ervas aromáticas, uma vez que, potenciam o sabor, o cheiro e até a cor aos alimentos, trazendo benefícios de forma positiva para a saúde. Podem ser usadas na preparação ou tempero de saladas, marinadas, sopas, carnes, peixes, chás, compotas, entre outros e também, podem ser usadas frescas ou secas, apesar que depois de secas perderem algumas das suas propriedades.

São fornecedoras de vários nutrientes, como proteínas, vitaminas, minerais, fibras, óleos essenciais e outras substâncias, em que atuam na prevenção do aparecimento do cancro, funcionamento do sistema cardiovascular, reprodutivo e nervoso, e ainda poderão ajudar no sistema digestivo e imunitário. Algumas também são conhecidas pela sua excelente ação antioxidante, como o orégão, o tomilho, a salsa, a salva, o manjericão, entre outros.

 

CARACTERISTICAS DAS ERVAS AROMÁTICAS

Aipo: Possui um sabor ligeiramente salgado, e um único caule é suficiente para condimentar os alimentos. Usado em sopas, saladas, carne estufada ou guisada ou cozida.

Alecrim: Possui um sabor doce e fresco. Usado na preparação de marinadas de carne de porco e borrego, aromatizar a água da cozedura de massas, batatas, arroz, molhos de tomate, saladas e manteigas aromatizadas.

Alho: Acentua o sabor das refeições devido ás suas essências aromáticas, pode ser usado esmagado, picado ou fatiado. Usado para temperar refogados e no tempero de carne, peixe, hortícolas cozidos e também, na preparação de arroz, feijão, pizas e sopas.

Cebola: Pode ser usada de variadas formas, como único ingrediente ou como tempero, seja ela frita, refogada, assada, ou crua em saladas. É um excelente substituto do sal.

Coentros: Tem um aroma especial e característico, que combina muito bem com todo o tipo de peixe. Tanto são usadas as folhas frescas, os caules e até as suas sementes. Usados em saladas, caldos de peixe, arroz, ervilhas, favas, sopas e molhos.

Endro: Pode ser usado tanto as suas folhas como o seu caule, que conferem um sabor forte, picante e apetitoso nos alimentos. Usado na preparação de sopas, saladas, peixes e arroz.

Estragão: Tem um sabor bastante acentuado, e costuma ser usado na preparação de vinagretes, peixes, saladas, molhos, omoletes.

Erva doce/funcho: São usadas tanto as suas folhas, como o seu caule e flores, na preparação de saladas, gratinados ou refogados, molhos, chá e pratos doces.

Gengibre: Apresenta um sabor muito picante e intenso, em pó, fresco, seco, em calda, cristalizado ou em pasta congelada. Usado na preparação de carnes e peixes, bebidas e sumos naturais, chás, sopas, saladas, entre outros.

Hortelã: Também conhecida como menta, tem um cheiro puro e sabor intenso e refrescante. Usado para aromatizar bebidas, tempero de pratos salgados e carnes, sopas, saladas e também no fabrico de rebuçados.

Louro: As folhas são muito aromáticas e possuem um sabor mais intenso depois de secas. Usado no tempero de carnes (porco), peixes, e na preparação de sopas, feijão, ovos e batatas cozidas.

Manjericão: Quanto mais jovens forem os rebentos, mais intenso é o seu sabor e cheiro. Deve ser adicionado em pratos já previamente confecionados de carne, peixe, sopas, massas, cozinhados com tomate e vinagres aromatizados.

Orégãos: Apresenta um sabor intenso, forte e aromáticos. Usado para aromatizar saladas de tomate fresco, molhos á base de tomate, pratos com queijo, carne, peixe, massas, guisados ou estufados.

Salsa: As suas folhas apresentam um sabor intenso e aromático. Deve ser consumida crua, aromatizando sopas, saladas, peixes, carnes, ovos.

Tomilho: Apresenta um cheiro muito suave, semelhante ao da hortelã. Da sua composição nutricional destacam-se as vitaminas B e C e o magnésio.

 

COMO COMPRAR E CONSERVAR AS ERVAS AROMÁTICAS

No momento de comprar as ervas aromáticas, deve-se escolher sempre mais frescas e com maior aroma, para conseguir uma maior durabilidade, embrulhe o seu caule em papel absorvente humedecido ou num pedaço de pano e guarde-as num saco de plástico no frigorífico.

Também poderão ser cortadas e guardadas no congelador, no entanto, podem perder algumas das suas propriedades, uma vez que existe a formação de cristais de gelo, fazendo-as perder o seu poder aromático.

Foto Dina Carção

 

Dina Carção, Nutricionista

Licenciei-me na Escola Superior de Saúde de Faro em 2015 e sou membro efetivo da ordem dos nutricionistas desde 2016.

Presto serviços para instituições geriátricas e de educação, assim como, colaboro com entidades de utilidade pública. Atuo na área da nutrição clínica, dando consultas dirigidas a utentes de várias faixas etárias e patologias. Noutra vertente, dou formação na área da alimentação saudável e também da gravidez, da amamentação e da alimentação do bebé até ao primeiro ano de vida. Recentemente, integro a equipa do projeto HOPE.

A minha atuação baseia-se no registo da alimentação saudável e acredito que a alimentação mediterrânica seja a base para um estilo de vida saudável.

 

Para os nossos bebés…

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O leite materno deve ser o alimento de eleição até aos seis meses de idade, presencialmente de forma exclusiva, pois fornece todos os nutrientes necessários para os primeiros meses do bebé.

Após os seis meses a criança já apresenta maturidade fisiológica e neurológica para receber outros alimentos, pelo que é importante iniciar a sua introdução de forma lenta e gradual.

As necessidades nutricionais da criança já não são supridas com o leite materno, embora este ainda continue a ser uma fonte importante de calorias e nutrientes, podendo ser mantido até os dois anos de idade ou mais.

Os alimentos complementares, especialmente preparados para a criança, são chamados de alimentos de transição. A papa, corresponde a um deles, sendo muitas vezes introduzida.

As papas de compra são, muitas vezes, as escolhidas pelas mães, embora em geral contenham mais açúcares e sejam menos nutritivas do que as feitas em casa.

Algumas têm adição de açúcar e sal para realçar o sabor, a melhorar a textura e para prolongar a validade do produto, o que faz com que os bebés se habituem aos sabores doce e salgado em detrimento da sopa ou da fruta, sem adições.

Mesmo assim, é possível encontrar boas opções no mercado. Nos pontos a seguir, pode aprender a escolhê-las e interpretá-las.

  1. Verifique para que idade a papa é aconselhada

É obrigatório estar na embalagem a idade a partir da qual a papa pode ser incluída na alimentação do bebé.

  1. Verifique a presença ou não de glúten

Qualquer papa permitida a partir dos quatro meses tem de informar sobre a presença de glúten.

Muitos especialistas aconselham a que as primeiras papas introduzidas na alimentação do bebé sejam as papas sem glúten (proteína presente em alguns cereais). Porque,se o bebé tiver doença celíaca (intolerância ao glúten) e consumir papas com esta substância, as consequências serão mais graves até aos seis meses. A imaturidade do aparelho digestivo do bebé tolera mal a ingestão de glúten, podendo determinar graves perturbações gastrointestinais, difíceis de tratar ou de controlar, sobretudo nos primeiros meses vida.

O arroz e o milho não contêm glúten, por isso os ingredientes usados podem ser arroz, milho-miúdo, milho e tapioca.

  1. Tenha em conta os nutrientes

A papa deve, preferencialmente, ser constituída por hidratos de carbono e proteínas. Deve conter vitaminas A, B, C, E e PP, iões e minerais como cálcio, ferro, fósforo e potássio.

  1. Evite a presença de açúcar

A adição de açúcar não deve exceder 10 por cento do total de calorias ingeridas ao longo do dia, pelo que deve optar por papas sem este ingrediente. Se escolher uma papa com açúcar, a quantidade deve ser inferior a 20 por cento do total de calorias. Por exemplo, em 100 g de produto, o valor de hidratos de carbono, dos quais açúcares, deve ser inferior a 20 g.

O enriquecimento em açúcares aumenta o valor calórico das farinhas e pode favorecer a obesidade, bem como o aparecimento de cáries.

  1. Evite a presença de sal

Prefira produtos sem sal ou com um valor inferior a 130 mg de sódio por 100 g.

O leite contém quantidades suficientes de sódio. Não há razão para habituar as crianças ao gosto salgado.

  1. Atente à forma de preparação

Quanto ao tipo de papas, dividem-se em não lácteas e papas de cereais lácteas. As primeiras devem ser reconstruídas em leite materno ou leite de transição e as lácteas, que como o nome indica, contêm proteínas lácteas na sua composição, não necessitam de adição de proteínas, devendo ser preparadas com água fervida.

Em casos mais específicos, como os bebés que tenham histórico familiar de alergia às proteínas do leite animal, deve-se optar por fórmulas lácteas constituídas por proteínas extensamente hidrolisadas. Designadas geralmente com a inscrição “HA”.

  1. Escolha o sabor

A primeira papa do bebé não deve ter um aroma específico, devendo ser apenas de cereais. Após a introdução da sopa, pode iniciar as papas de fruta. Escolha sabores suaves e naturais, como a pera, banana e maçã, pois são igualmente os frutos que geralmente têm menor risco de reações adversas. À medida que introduz novos alimentos, é importante promover a variedade, para garantir que o bebé tem acesso a todos os nutrientes necessários.

Outros aspetos importantes:

  1. Os ingredientes que aparecem em primeiro lugar no rótulo são os que estão presentes em maior quantidade.
  2. Pelo menos, até aos seis meses de idade, deve escolher uma papa sem glúten.
  3. O açúcar pode ter diferentes designações no rótulo. Xarope de milho, xarope de cana, açúcar mascavado, dextrose e frutose são algumas delas.

As minhas sugestões:

Holle Papas não lácteas sem glúten

Holle Papas não lácteas integrais

Topfer papas não lácteas Bio Organic

 

marianaMariana Freitas, nascida e criada em Portimão, licenciada em Dietética e Nutrição pela Escola Superior de Saúde da Universidade do Algarve. Atualmente é membro efetivo da Ordem dos Nutricionistas e apresenta formação na área da nutrição desportiva, e da gravidez, amamentação e alimentação nos primeiros anos de vida.

Baseia o seu trabalho em consultas distribuídas em vários pontos do Algarve e dirigidas a todas as faixas etárias. As mesmas têm por base reajustar a alimentação do paciente, para que seja mais fácil e efetiva a sua mudança.

Crê que ninguém deve começar uma dieta que termine um dia, mas aconselha a que se crie um estilo de vida que dure para sempre!

A Primeira Dúzia da Mercearia Bio

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Completamos esta sexta-feira, dia 31 de maio 12 anos de Mercearia Bio.

O nosso projeto começou no ano de 2007 e tem sido um caminho muito saboroso e desafiante, a fazer jus ao nome que escolhemos para a empresa – Bio Desafios.

Mas como todas as caminhadas temos tido muitas subidas e obstáculos, que temos ultrapassado com muita perseverança, alegria e Equipa.

Este caminho tem sido recheado de pessoas, Equipa, Fregueses, Parceiros, Fornecedores, Produtores. Muitos a fazer o caminho connosco desde que começamos.

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preparativos para a abertura da mercearia bio café em 2014

Eu, Pedro, a Ana, Sócia Fundadora, e a Helena, Designer e “Mãe” da nossa imagem, os três desde o início, tal como muitos Fregueses e Parceiros.

O Nuno que já vai fazer 10 anos de Mercearia Bio, sempre com toda a dedicação e empenho, desde a primeira hora, e uma simpatia inigualáveis, também com muitas competências adquiridas e desenvolvidas ao longo destes anos.

O Rui mais tarde, ainda nem tinha 18 anos, mas já um Homem. Qualquer dia fazemos-lhe uma maldade e partilhamos umas fotos que temos no nosso baú digital.

O Vítor, o Alvoreiro Pescador com pronúncia do Norte, que é o mais madurinho de todos nós.

A Tatiana, que agora é Part, mas já foi Full, e que nós continuamos a sentir como parte inteira da nossa Equipa.

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já tarde… ainda a preparar a abertura do café em 2014

A Fernanda que se juntou a nós há pouco, mas que já faz parte da nossa Equipa/Família e que, dizem os seus amigos, ficou ainda mais jovem com os ares da Mercearia Bio.

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almoço natal dos biológicos 1 2014

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almoço natal dos biológicos 2 2014

E todos aqueles que já dedicaram uma parte das suas vidas profissionais à Mercearia Bio e de quem temos saudades, o Artur, o Ricardo, o Pedro, a Laura, a Joana vizinha e fornecedora, o Fernando, e os muitos estagiários que passaram já pela Mercearia Bio.

Se dentro de cada um dos doze ovos, que escolhemos para ilustrar esta data, tantos como os anos da Mercearia Bio, ficasse guardado um momento bom desta história para partilhar, já não chegavam os ovos!

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festa dos 10 anos da mercearia bio