Lanches saudáveis II

A segunda parte dos lanches saudáveis para os mais novos já está disponivel.

Não ter tempo já não é sinónimo de não poder fazer escolhas conscientes, além do que podemos fazer em casa, também já estão disponíveis opções de lanches e snacks de compra rápidas e saudáveis

 

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Sugestão 1:
Queque de cenoura e chocolate*
Puré de fruta Natura Nouva Biológico (existem diversas variedades disponíveis e são sem açúcares adicionados)
Pepino aos palitos
Tomate cherry
Nozes (ou outro fruto seco)
*Para os queques vão necessitar dos seguintes ingredientes (7queques):

ingredientes

160gr de farinha espelta integral

30 gr de farinha de arroz

5 colheres sopa de açúcar de côco

1 colher de sobremesa de fermento

1/2 colher de chá de bicarbonato

100ml de água

100ml leite vegetal

4 colheres de sopa de óleo de côco líquido

1 colheres de sopa de vinagre de sidra

1 cenoura grande média/grande ralada

pedacinhos de chocolate cacau min.70% q.b

Misturar numa taça as farinhas, o açúcar de côco, o fermento e o bicarbonato. Depois acrescentar a água, o leite vegetal, o óleo, o vinagre e envolver bem com uma cara de arames, mas sem bater. Acrescentar a cenoura ralada e voltar envolver tudo. Colocar em fominhas de fazer queques devidamente forradas com papel vegetal ou untadas do óleo de côco e por fim, salpicar com os pedacinhos de chocolate. Levar a forno pré-aquecido a 180°C, por cerca de 25 minutos.

Sugestão 2:
Iogurte com granola e doce*
1 peça de fruta da época
Nozes (ou outro fruto seco)
Chips de Banana
Leite vegetal de arroz e avelã (adoçado com malte de arroz)

*Para fazer a conjugação do iogurte com o doce e a granola vão precisar dos seguintes ingredientes:
1 iogurte natural vegetal (sem açúcares adicionados)
Doce de fruta à escolha (sem açúcares adicionados)
Granola de morango e maçã**

**Ingredientes granola:
1 chávena de flocos de aveia integrais
1 chávena de millet Puff ( pode utilizar arroz puff)
1/2 chávena de côco ralado
20gr de maçã desidratada partida aos pedaços (opcional)
40 gr de morangos inteiros desidratado(opcional)
1 pitadinha de sal
3 colheres sopa óleo de côco líquido
4 colheres sopa geleia de arroz

Misturar todos os secos numa taça. Depois num recipiente à parte misturar o óleo e a geleia e em seguida verter sobre a taça dos secos, envolver bem. Colocar em forno pré-aquecido a 150°c num tabuleiro forrado com papel vegetal, durante 20 minutos, a meio do tempo deve mexer a granola. Depois retirar do forno d deixar arrefecer completamente e guardar num recipiente hermeticamente fechado.

Sugestão 3:
Bolachinhas de milho ou arroz
doce de fruta sem açúcares adicionados e banana às riderodelas
Leite vegetal de arroz e avelas
Tomate chery
amêndoas (ou outro fruta seco)

Sugestão 4:
Bolachinhas de milho
Puré de fruta Natura Nouva Biológico (existem diversas variedades disponíveis e são sem açúcares adicionados)
Sementes de girassol
Chips de banana
Chocolate cru de alfarroba(existem diversas variedades disponíveis e são feitos com alfarroba e o adoçante utilizado é açúcar de côco).

Não esquecer de acompanhar as lancheiras sempre com uma garrafa de água, pois é fundamental para a hidratação ao longo do dia.

Todos os produtos mencionados estão disponíveis na loja fisica e online Mercearia Bio. A lancheira utilizada também está disponível e é uma lancheira ecológica, pois é elaborada em plástico bio a partir de cana-de-açúcar e minerais de cera. É totalmente reciclável.

 

Joana Oliveira

Happiness and Food

 

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lanches biológicos saudáveis

Os lanches e os snacks assumem um papel crucial ao longo de um dia de escola. A qualidade dos lanches  ingeridos contribui para prevenir doenças, ajudar no controlo de peso, promover a saciedade, estimular o correto desenvolvimento físico e psíquico dos mais novos e consciencializa-os desde cedo para a escolha correta dos alimentos.
Os lanches tem a função de fornecer energia ao corpo, por isso devemos ter o cuidado de os elaborar em consciência e evitar que sejam repletos de açúcares refinados e conservantes, onde o seu valor nutricional é completamente nulo e, além de não saciarem, ainda causam vício e prejudicam o correto desenvolvimento intelectual dos mais novos.
Para ajudar e facilitar a organização dos lanches diários dos mais novos, vamos sugerir algumas opções de possíveis combinações de lancheiras saudáveis e nutritivas.
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Não ter tempo já não é sinónimo de não poder fazer escolhas conscientes, além do que podemos fazer em casa, também já estão disponíveis opções de lanches e snacks de compra rápidas e saudáveis. Por isso mesmo quando o tempo é inimigo, podemos optar por soluções que já estão ao nosso dispor prontas a ser utilizadas.
Durante estas duas semanas a Joana Oliveira do Happiness and Food e a Merceria Bio vão sugerir algumas ideias para facilitar a planificação dos lanches (que por norma são dois ao longo do dia, lanche da manhã e lanche da tarde). Não esquecer de acompanhar as lancheiras sempre com uma garrafa de água, pois é fundamental para a hidratação ao longo do dia.
Sugestão 1:
Aveia adormecida com fruta fresca*
Néctar de Pêssego Biológico Delizum (sem adição de açúcar)
*Para fazer a aveia adormecida ou as famosas “overnight oats” vai precisar de colocar na véspera, à noite,  os seguintes ingredientes num recipiente com tampa:
3 colheres de sopa de flocos de aveia 
1/2 banana esmagada
1 colher sobremesa de sementes de chia (opcional)
100 a 120 ml de leite vegetal
Mistura todos os ingredientes e deixa-os no frigorífico durante a noite, no outro dia de manhã tem a aveia pronta, basta só adicionar a outra metade da banana às rodelas e se quiser mais outra variedade de fruta da época e colocar na lancheira.
Sugestão 2:
2 variedades de fruta fresca da época
Bolacha Kookie Cat ( existem diversas variedades disponíveis e são sem açúcares adicionados)
Sumo de Cenoura Biológico Delizum (sem adição de açúcar)
Sugestão 3:
Puré de fruta Natura Nouva Biológico (existem diversas variedades disponíveis e são sem açúcares adicionados)
Cenoura aos palitos
Barrinha crudívora Roo’Bar Biológica (existem diversas variedades disponíveis e são sem açúcares adicionados)
Sugestão 4:
“Sandes” de maçã e manteiga de amendoim*
Bebida vegetal de arroz e Cacau (adoçada com geleia de arroz)
*Para fazer as “sandes” de maçã e manteiga de amendoim vai precisar dos seguintes ingredientes:
Maça às rodelas descaroçada q.b.
Manteiga de amendoim q.b.
Barra as rodelas das maçãs com manteiga de amendoim e depois coloca outra rodela por cima como se fosse uma sandes. Para variar pode acrescentar às “sandes” pepitas de cacau crú, lascas de côco, canela, etc..
Também pode variar na manteiga utilizada, e pode colocar manteiga de amêndoa, manteiga cajú, manteiga de avelã com cacau (nutella saudável).
Na próxima semana apresentaremos mais 4 sugestões de lanches saudáveis para os mais novos levarem nas suas lancheiras.
Todos os produtos mencionados estão disponíveis na loja fisica e online Mercearia Bio. A lancheira utilizada também está disponível e é uma lancheira ecológica, pois é elaborada em plástico bio a partir de cana-de-açúcar e minerais de cera. É totalmente reciclável.
Joana Oliveira
Happiness and Food

rui simeão – sal de tavira

sal 1Rui Simeão é proveniente de uma família de salineiros, em atividade artesanal permanente ao longo de cinco gerações.

O conhecimento foi passado de pais para filhos ao laborarem nesta atividade artesanal, nas suas próprias propriedades.

Situada no parque Nacional da Ria Formosa, a 500 metros da barra de Tavira, longe de fontes de poluição. Este prestigiado posicionamento relativamente à entrada de água do oceano permite ter uma qualidade ímpar de argilas que estão implantadas, assim como do produto final.

Esta unidade de produção de flor de sal e sal artesanal, constituída por uma salina com cerca de 13 hectares, considerada por muitos uma salina modelo, devido à sua implementação no terreno e à proporção entre viveiros e cristalizadores, assim como nos processos utilizados para produção e colheita.

 

Dividida em três segmentos:

 1º de armazenagem de água do mar;

 2º evaporação e concentração das águas;

 3º cristalização (daqui provém uma otimização da produção e da qualidade).

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Para satisfazer a curiosidade aos nossos Fregueses fomos fazer umas perguntinhas, que partilhamos em jeito de entrevista.

N.S: Quantos anos de atividade tem a empresa contando com as gerações anteriores?
R.S: Cerca de 170 anos.
N.S: Qual o tipo de sal que produzem regularmente?
R.S Sal grosso e flor de sal
N.S: Em que meses é o pico da produção de sal?sal 4
R.S: A produção normalmente é de junho a setembro inclusive.
N.S: Como é o processo e duração da produção, desde a preparação, colheita e acondicionamento do produto?
R.S: O trabalho na salina começa entre fevereiro  e março, com a limpeza das salinas e preparação das águas, para em maio ser colocada a água nos cristalizadores e em junho começarem a ser retirados a flor de sal e o sal.
N.S: Quais os maiores cuidados/dificuldades durante a produção do sal?
R.S: A produção de sal depende das condições atmosféricas e climatéricas, assim como o cuidado em regar sempre os caminhos da salina, para que não haja pó no ar.
N.S: Qual é a maior adversidade para a produção de sal?
R.S: O tempo.
N.S:  A recolha do sal é feito manualmente à “moda antiga” ou com recurso a máquinas?
R.S: A recolha é toda feita manualmente à moda antiga. O carrego para o armazém já é feito com auxílio de uma máquina.
N.S: Flor de sal, para quem não sabe o que é?
R.S: A flor de sal é uma fina camada de sal que se forma à superfície de água e que só mantém o nome enquanto flutua. Assim que a sua densidade aumenta e esta cai para o fundo do cristalizador, passa a ser sal. A flor de sal dissolve-se assim que toca nos alimentos e poderemos dizer que tempera e não salga, para além de ser usada em muito menos quantidade do que o sal.
N.S: Quais os benefícios da flor de sal?
R.S: Ao reduzirmos a quantidade de sal que colocamos na comida, vamos estar a reduzir o sódio que ingerimos.
N.S: O sal produzido pelo Rui Simeão é sem aditivos daí a coloração por vezes mais escura. Que tipo de produtos são utilizados no sal convencional para branquear o produto?
R.S: Para branquear o sal são utilizados o hipoclorito de sódio, cal para lavar e antiaglumerantes como oxisilicato de alumínio e ferrocianeto de potássio.
N.S: O que tem de tão especial Tavira e a Ria Formosa, a vossa área de produção, que torna o vosso sal tão prestigiado?
R.S: A nossa salina está implementada longe de poluidores ativos e com águas não contaminadas.
N.S. São certificados pela Sativa, há quantos anos?
R.S: Desde 2000, pela Sativa e pela Nature&Progrés.
N.S: A vossa área de produção é DOP ?sal 5
R.S: Sim, até à data somos o único sal no mundo com DOP (Denominação de Origem Protegida)
N.S: Projetos para o futuro?
R.S: O nosso grande desafio é mantermos todo o processo de recolha artesanal, como é feito tradicionalmente, e acima de tudo, fazer com que o consumidor perceba a diferença entre um bom sal marinho e o sal comum, habitualmente vendido nas superfícies comerciais.
Mercearia Bio orgulha-se de ter disponível na sua loja online, desde a sua fundação em 2007, o sal do Rui Simeão.
N. Sequeira

sábados verdes e biológicos no café

Já conhece os Green Saturdays da Mercearia Bio Café?

Acontecem todos os sábados no Café de Portimão e são uma das formas que encontramos para sensibilizar todos aqueles que nos visitam, para a necessidade de adotarmos práticas mais amigas do ambiente, que ajudem a tornar a nossa existência no planeta mais sustentável, contribuindo para a sua preservação.conservaspeixe

Assim, premiamos os nossos Fregueses que têm já ou que adotam práticas mais amigas do ambiente, como forma de estimular a mudança de comportamentos.

Concedemos um desconto de 15% em todos as frutas e legumes frescos, na condição dos Fregueses trazerem os seus sacos ou recipientes, evitando a utilização de novos sacos. Se utilizarem os sacos que disponibilizamos não vão ter desconto.

Nos frutos secos a granel damos um desconto de 10%, na condição que tragam uma caixa, um frasco ou mesmo um saco, evitando assim a utilização de novos sacos.

Temos também disponíveis no Café e na loja online sacos reutilizáveis  e laváveis, feitos em algodão biológico, para frutas, legumes, frutos secos e muitas outras utilizações, que podem também ser muito úteis para ajudar nesta mudança de hábitos.

greensaturdaysE porque achamos que a forma como nos movimentamos é uma das áreas que deverá merecer a nossa melhor atenção, no sentido de reduzir as emissões poluentes para a atmosfera, damos um desconto de 10% em todos os consumos de cafetaria, para quem vier até ao café pedalando, de bicicleta.

Entretanto aceitamos mais sugestões para enriquecer os nossos Green Saturdays e assim dar o nosso contributo

para ajudar a proteger e preservar a nossa “casa”.

pedrocg

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maçã royal gala bio a preferida dos nossos fregueses

macaroyalgala-PTChegou por fim a maçã royal gala biológica!

Tendo dito isto, não é porque tivesse demorado mais do que o habitual, mas apenas porque é sempre muito aguardada.

E isto porque esta variedade de maçã é a preferida dos nossos Fregueses.

 

A que disponibilizamos na nossa loja online, em merceariabio.pt, e na Mercearia Bio Royal_GalaCafé, provém geralmente da região Oeste.

As razões que fazem desta a maçã certificada biológica a preferida dos nossos Fregueses são a sua crocância, suculência e o seu equilíbrio na doçura e acidez, que lhe confere um sabor que nos deixa verdadeiramente satisfeitos.

Aproveitemos pois esta dádiva da natureza na sua época de colheita, que se prolongará pelos próximos meses.

Convidamos também a que conheça um dos Produtores de maçã em modo de produção biológico com quem trabalhamos e do qual em tempos publicamos esta entrevista feita pelo Nuno.

pedrocg

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o azeite, os outros óleos alimentares e a fritura

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O azeite virgem é obtido exclusivamente por métodos físicos, a partir do fruto da Olea europaea L., apresentando características sensoriais e propriedades nutricionais que fazem com que o seu consumo esteja a aumentar em todo o mundo. É, por isso, considerado o principal constituinte e a maior fonte de gordura da chamada “Dieta Mediterrânea” e a sua importância é reconhecida mundialmente na alimentação, agricultura e setores industriais.

Dadas as propriedades benéficas para o Homem, considera-se o azeite um alimento com propriedades funcionais.

O azeite virgem é um produto natural que contém, na sua composição, compostos antioxidantes. São estes antioxidantes naturais que, juntamente com uma composição rica em ácido oleico (C18:1) e uma relação apropriada entre ácidos gordos saturados e insaturados, se traduzem numa importante estabilidade oxidativa do azeite, que influencia e prolonga o seu tempo de vida útil quando ao abrigo de fatores oxidativos como a luz, as temperaturas elevadas e o contato com o oxigénio, para além dum valor nutricional importante.

No entanto, apesar da sua composição rica em compostos antioxidantes, o azeite revela suscetibilidade à oxidação lipídica, fator responsável pela perda das suas propriedades nutricionais e organoléticas.

A oxidação é considerada uma das reações fundamentais na química dos lípidos sendo um dos principais fatores da deterioração da qualidade dos azeites virgens. Esta reação começa com o chamado período de indução, ou seja, um período inicial lento a que se segue uma rápida aceleração de oxidação lipídica.

A oxidação é também responsável pela destruição de ácidos gordos essenciais, tais como o linoleico e o linolénico, e perda de vitaminas lipossolúveis. A deterioração oxidativa pode seguir vias enzimáticas e/ou químicas e é um processo complexo influenciado por vários fatores, como a exposição do azeite ao oxigénio atmosférico, à luz, ou à temperatura, como a presença de enzimas e o contato com ligas metálicas não inertes sendo a oxidação enzimática, a foto-oxidação e a auto-oxidação considerados os três principais processos de oxidação do azeite. No entanto, estes processos ocorrem sempre através do mesmo mecanismo – reações em cadeia produzindo radicais livres (auto-oxidação); por terem a capacidade de absorver esses radicais livres, os antioxidantes naturais do azeite retardam o fenómeno da auto-oxidação.

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A estabilidade oxidativa do azeite pode ser definida como a resistência dos lípidos à oxidação e depende de vários fatores tais como a cultivar utilizada, o índice de maturação, o estado sanitário dos frutos, a relação MUFA:PUFA (ácidos gordos monoinsaturados/ácidos gordos polinsaturados), o teor em antioxidantes naturais, o sistema de extração de azeite e as condições de armazenamento.

Resultados obtidos na determinação da estabilidade oxidativa de azeites monovarietais permitem comprovar o efeito da composição em ácidos gordos mono e polinsaturados, da relação ácido oleico/ácido linoleico e do teor em fenóis totais. Na verdade, a estabilidade oxidativa do azeite resulta da existência, na sua composição química, de antioxidantes naturais e da elevada concentração de ácidos gordos monoinsaturados (MUFA), principalmente em ácido oleico, relativamente à concentração em ácidos gordos polinsaturados (PUFA). A relação MUFA:PUFA pode assim constituir uma medida da tendência do azeite para a auto-oxidação em que a estabilidade oxidativa é maior para valores mais altos da relação, ou seja,menor proporção de PUFA.

Relativamente aos antioxidantes naturais, o azeite apresenta quantidades significativas de compostos fenólicos. Estes compostos são responsáveis pelo amargo e, para além de apresentarem benefícios para a saúde contribuem para a resistência do azeite à auto-oxidação. Os compostos fenólicos de natureza hidrofílica proporcionam ao azeite características únicas, uma vez que não se encontram em qualquer outro óleo vegetal. São considerados os principais antioxidantes num azeite virgem, tendo a capacidade de doar um átomo de hidrogénio a um radical lipídico, formado na auto-oxidação.

Os tocoferóis, compostos fenólicos lipofílicos, são importantes pelas suas propriedades antioxidantes pois defendem da oxidação os componentes lipídicos do azeite. Enquanto os compostos fenólicos hidrofílicos apenas existem em azeites não refinados, os tocoferóis estão presentes em todas as gorduras e óleos, sejam ou não refinados. (Coutinho, L. 2017.)

varios azeites

Relativamente à questão sobre qual será o melhor óleo alimentar para fritar os alimentos podemos avaliar vários dados.

Segundo informação da ASAE (Autoridade de Segurança Alimentar e Económica) “os óleos monoinsaturados, como o azeite ou o óleo de amendoim são mais resistentes às altas temperaturas enquanto que os óleos polinsaturados como o óleo de girassol, de soja ou de milho se degradam mais rapidamente” como se pode ver na tabela abaixo.

Gordura e temperaturas de degradação em C:

Óleo de Amendoim 220
Azeite 210
Banha de Porco 180
Óleo de Girassol 170
Óleo de Soja 170
Óleo de Milho 160
Óleo de Colza 160
Margarina 150
Manteiga 110

Fonte: adaptado de http://www.asae.gov.pt/pagina.aspx?back=1&codigono=541054845488aaaaaaaaaaaa

Apresentando a temperatura de fritura valores da ordem dos 180oC, podemos concluir que os óleos que apresentam na sua composição elevada percentagem de ácidos gordos monoinsaturados, caso do azeite, são mais adequados para a fritura dos alimentos por apresentarem temperaturas de degradação mais elevadas.

Além deste facto, devemos ter em consideração que um azeite virgem é obtido, como já referido atrás, por processos físicos enquanto que os restantes óleos obtidos de sementes resultam de processos químicos – refinação. Em termos práticos podemos dizer que um azeite virgem é um sumo natural e que os óleos de sementes (girassol, colza, milho, entre outros) têm o ónus de estarem associados à refinação.

Em todo o caso, parece importante referir que ainda que a escolha do óleo a utilizar no momento de fritar recaia, pelo exposto acima, num azeite virgem não podemos esperar este mantenha as suas propriedades benéficas intactas. De facto, o processo de aquecimento altera de forma rápida a composição do azeite com a consequente alteração das propriedades nutricionais e sensoriais.

Em síntese, poder-se-á dizer que o azeite virgem apresenta a vantagem de ser a melhor gordura para comer em cru e, simultaneamente, a gordura menos má para cozinhar.

LuisLuís Coutinho

Herdade Tapada da Tojeira

Referência bibliográfica: Coutinho, L. 2017. Efeito do tipo de vedante da garrafa vs. qualidade do azeite virgem

da época

gala_schnigaVamos ter tanto para escrever… Ai se vamos!

A “aventura” Mercearia Bio tem-nos proporcionado momentos muito bons de se partilharem.
E nós teremos todo o gosto em fazê-lo em discurso direto, pouco ou nada formal, mas deveras informativo para os mais curiosos
E que tal falarmos sobre isso?
Sobre o nosso passado, sim?!
Um momento!
Nós estamos de olhos postos é no futuro!
E se falarmos sobre as nossas ambições para o futuro?
Bem, agora fiquei na dúvida.

Já sei…vou falar sobre o presente e aí o tema chama-se “maçãs e pêras”.
Pois sim, estamos na época de colheita das primeiras fornadas de maçã e pêra nacional.

Cada vez mais, queremos estreitar caminhos entre produtor e consumidor final, dissipar dúvidas acerca dos processos de produção, colheita, armazenagem e distribuição.

jcfContamos com a ajuda do nosso Produtor/Fornecedor José Carlos Ferreira, para nos falar um pouco sobre o assunto.
O José Carlos Ferreira é Engenheiro Agrónomo, produtor de fruta em modo de agricultura biológica e presta assistência técnica a fruticultores.
No passado, já foi professor no Instituto Superior de Agronomia e Presidente da Agrobio, Associação Portuguesa de Agricultura Biológica.

A nossa ligação tem mais de nove anos,  ou seja, desde o início da nossa atividade e é o nosso principal fornecedor  de maçã e pêra, sediado em Mafra, região oeste.

Nuno Sequeira (Mercearia Bio) – Há quantos anos produz em modo de produção biológico?

José Carlos Ferreira – O primeiro pomar que eu plantei em modo de agricultura biológica foi em 1995 e foi de ameixieiras com uma pequena área de cerca de meio hectare. Só que nessa altura tinha outro trabalho, não tinha muito tempo para dedicar a este pomar e ele acabou por nunca produzir muito. No entanto, ainda existe e continua a produzir. Apesar de estar ligado à agricultura biológica desde 1992, como director da Agrobio e prestando apoio técnico a agricultores, foi só em 2005 que consegui convencer o meu pai a converter os seus pomares para o modo de agricultura biológica.
Entretanto, em 2008, o meu pai já estava com 78 anos e eu decidi dar continuidade à sua fruticultura, tentando pôr em prática os conselhos que tinha andado a prestar a outros agricultores.

NS – Maçãs e pêras. Porquê?

JCF – Maçãs e pêras porque são frutos que se conservam bem no frio e como já existia uma câmara frigorífica fazia todo o sentido tirar partido disso. Além disso são frutos que se consomem em grande quantidade.

NS – Que variedades de maçã e pêra produz?

JCF – Variedades produzimos muitas. Em termos de pêras, temos a coscia que é a primeira pêra, que se colhe na segunda quinzena de julho, e é a pêra que eu gosto mais, em termos de sabor. O defeito dela é que é relativamente pequena. Temos também a pêra Vitória e depois mais tarde, na segunda quinzena de agosto temos, como não poderia deixar de ser, a pêra  portuguesa ou a mais cultivada em Portugal, que é a pêra rocha e que se conserva muito bem no frigorífico. Quanto a maçãs começamos com a Vista Bela que se colhe na segunda quinzena de junho, bastante cedo portanto. É uma maçã com um sabor fresco, com um toque de acidez. Depois a meados de agosto aparece a Golden Suprema e a Royal Gala. Mais tarde vem a Jonagored, Goldchief, Reineta, Querina, Topaz e por último a Granny Smith e a Fuji na primeira quinzena de outubro. Este ano, 2016, as maçãs e as pêras estão a ser colhidas cerca de três semanas mais tarde do que o habitual, ou seja mais tarde do que disse antes.

cxs_royal_galaNS – Como é feito o processo de colheita e a partir de que datas?

JCF – A colheita é feita manualmente para caixas e transportadas imediatamente para a câmara frigorífica. A data de colheita terá de ser determinada para cada ano, pois depende das condições climáticas desse ano. É muito importante que a colheita seja feita na altura certa para que a fruta tenha o máximo de qualidade gustativa.

NS – O prestígio da pêra e maçã do Oeste são incomparáveis. O que tem de tão especial o microclima por essas bandas?

JCF – A fruticultura está muito desenvolvida no Oeste principalmente por razões históricas devido a que, nos anos 60, o Prof. Vieira da Natividade implementou um programa de desenvolvimento da fruticultura nesta região com grande sucesso. Mas claro que existem razões edafoclimáticas importantes. Temos solos argilo-calcários profundos que são muito importantes para árvores. O clima também não é muito quente no Verão e, devido à proximidade do oceano, existem muitos orvalhos o que ajuda muito na coloração das maçãs vermelhas. Esta proximidade ao oceano também por vezes faz com que os Invernos sejam pouco frios o que é um inconveniente para as árvores de folha caduca, como é o caso das pereiras e macieiras que necessitam de várias horas com temperaturas abaixo de 7 º C. Este foi um dos problemas que ocorreu este ano, a falta de frio no Inverno.

NS – As causas naturais condicionam as produções, este ano sabemos que não foi tão bom, fale-nos sobre isso?

JCF – As árvores de folha caduca, aquelas que caiem as folhas no Outono, precisam de frio no Inverno. Umas espécies precisam de mais frio do que outras. Por exemplo as cerejeiras precisam de tanto frio que não é possível cultivá-las aqui na região Oeste. Só no interior Centro e Norte do País. As macieiras e pereiras também precisam de frio mas não tanto. Existe mesmo diferenças na exigência de frio de diferentes variedades de maçã. Por exemplo a variedade Bravo de Esmolfe já não vai bem no Oeste também por esta razão. Este ano o Inverno foi muito pouco frio. Só no fim de fevereiro, principio de março é que as temperaturas baixaram mais. Só que este frio já veio tarde demais. Assim as pêras e maçãs produziram poucas flores devido à falta de frio, e consequentemente pouco fruto. O frio tardio, o que fez foi atrasar o abrolhamento (o aparecimento das folhas) em cerca de um mês. Estas foram as razões para a baixa produção e pelo atraso nas datas de colheita.

NS – O processo de armazenagem é feito de que forma e quantos meses aguenta o fruto acondicionado no frio com a temperatura recomendada?

JCF – A armazenagem é feita em câmaras frigorificas à temperatura de 0 a 1ºC. O tempo que o fruto se conserva com qualidade varia com as variedades. Por exemplo enquanto que a pêra Coscia e vitória só se conservam cerca de um mês, a pêra rocha conserva-se durante seis meses. Algumas variedades de maçã podem conservar-se durante oito a nove meses.

maca_e_joaninhaNS – Para os jovens produtores que se queiram instalar e produzir estas culturas, alguma sugestão para facilitar o seu processo?

JCF – A produção de pêras e maçãs em modo de agricultura biológica não são uma cultura fácil. Só para terem uma ideia do que se faz na fruticultura convencional aqui no Oeste, é habitual fazerem-se cerca de 20 tratamentos com pesticidas para combater as pragas e doenças por época, de março a agosto. Em modo de agricultura biológica como só podemos usar produtos naturais e como existem poucos disponíveis, temos de tirar partido de diversas técnicas preventivas. Por exemplo, o uso de sebes diversificadas, a utilização de bandas de compensação ecológica, abrigos para auxiliares, etc. A minha sugestão é, se não tiverem muita experiência nestas culturas, recorram ao apoio técnico nos primeiros anos para cometerem o mínimo de erros possíveis. É preciso não esquecer que estas culturas podem estar no terreno 20 a 30 anos e às vezes os primeiros anos podem comprometer o futuro irreversivelmente.

NS – Projectos para o futuro? Expansão da área de produção/armazenagem, novas culturas…

JCF – Sim, de facto estou a aumentar a área de produção. Quero aumentar a área das pêras e das maçãs, mas também diversificar para uva de mesa, romãs e talvez mais alguma cultura. Também estou a apoiar tecnicamente alguns fruticultores biológicos e depois a comercializar-lhes a produção. Claro que isto obriga a um aumento da capacidade de armazenamento que é o que iremos fazer a seguir.

NS – Como analisa a evolução da agricultura biológica em Portugal, sejam produtores ou consumidores?

JCF – Eu estive na Direcção da Agrobio de 1992 a 1996 e depois de 1999 a 2009. Nessa altura pensava que a agricultura biológica em Portugal ia evoluir mais rapidamente do que na realidade evoluiu. No entanto, nos últimos dois anos temos assistido a uma abertura de lojas de produtos biológicos sem precedentes. Também sabemos que cada loja que abre leva a que alguns consumidores que vivem na proximidade passem a consumir produtos biológicos. Assim, nestes últimos dois anos, houve um grande aumento no consumo. No caso da fruta, que é o que eu conheço melhor, houve um aumento maior no consumo do que na produção e por isso mesmo vamos aumentar a produção para tentar suprir esta diferença.

Depois de ouvir as palavras do José, ficamos assim a perceber um pouco melhor sobre o processo de produção das culturas em que é especializado.
Claramente estas são culturas que requerem um trabalho cuidado, e se possível com o apoio de técnicos especializados para não deitar fora o esforço de todo um ano de produção.
Existem muitos fatores que condicionam as produções, sendo o clima e as pragas, dois dos problemas principais na agricultura biológica.
Esperemos que os nossos produtores possam sempre ultrapassar essas barreiras e fazer chegar até nós o que de melhor que se produz em Portugal.

Um Muito Obrigado José pelo seu contributo!

N. Sequeira

“os blogues vão à horta” e a horta é biológica!

blogues-na-hortaEscolher biológico, uma questão de saúde…

Uma alimentação saudável não pode ser fundamentada exclusivamente no tipo de alimentos ingeridos e na sua forma de confeção, mas deve também ser assente na importância da origem desses alimentos. O tipo de cultivo é um fator decisivo na qualidade nutricional de cada alimento.

O ritmo acelerado iniciado no século XX e enraizado no século XXI, levou a uma massificação e consumo descontrolado dos alimentos considerados “frescos”, que deixaram de ser regidos por épocas e ciclos para estarem disponíveis no mercado o ano inteiro. Este descontrolo, com interesses económicos “macabros”, conduziu o setor da agricultura a um tipo de produção irresponsável e prejudicial para a saúde humana, dos animais e dos solos.

Atualmente existem mais de 400 tipos de pesticidas diferentes, antibióticos, hormonas sintéticas e metais pesados utilizados na agricultura tradicional (não biológica), que no seu cultivo consomem mais energia, mais água e esgotam a fertilidade dos solos. Este tipo de cultivo tem um efeito nefasto na nossa saúde. Os alimentos cultivados neste âmbito chegam às nossas casas desprovidos de valor nutricional (pobres em vitaminas, minerais e nutrientes), com a consequência, mais preocupante, de estarem repletos de componentes químicos que promovem processos inflamatórios no nosso organismo e.g. Parkinson, Alzheimer, autismo, endometriose, alergias, fadiga…

Para podermos ter uma noção da gravidade deste assunto, a Environmental Working Group, uma organização sem fins lucrativos, publicou um relatório referente a 2016, com uma lista dos alimentos com mais pesticidas no seu cultivo. Esta lista intitulada como “The dirty dozen” faz referência aos seguintes alimentos:

1- Morangos
2- Maçãs
3- Nectarinas
4- Pêssegos
5- Aipo
6- Uvas
7- Cerejas
8- Espinafres
9- Tomate
10- Pimentos vermelhos
11- Tomate Cherry
12- Pepinos

Nunca se questionaram o porquê da proliferação tão rápida de doenças nestes últimos anos? Do porquê de uma pessoa que tinha uma alimentação tão equilibrada ter sido diagnosticada com uma doença grave? De cada vez mais bebés nascerem com problemas físicos e cognitivos? Estas questões não são simples e requerem uma grande reflexão, pois os padrões alimentares que nos “obrigam” a seguir, podem estar gravemente corrompidos. Sabe-se que atualmente a grande maioria das doenças é de origem ambiental (alimentação, stress…), por isso nunca o slogan “transformar os alimentos na nossa farmácia” fez tanto sentido.

Escolher alimentos de origem biológica acaba por ser decisivo para o nosso bem-estar físico e psíquico. A decisão pela escolha de alimentos de origem biológica sai da esfera de um conceito meramente temporal, de uma moda ou de um capricho de “gente rica”, para se tornar uma opção crucial para nossa dieta alimentar.

Os Blogues vão à Horta

Com o sentido de alertar e consciencializar cada vez mais as pessoas para esta realidade, a Mercearia Bio em parceria com o blogue Entre Tachos e Sabores irá realizar um evento gastronómico no próximo dia 29 de outubro. Este evento contará com a presença de algumas bloggers que ao longo do ano têm contribuído semanalmente com receitas editadas no site da Mercearia Bio.

Este evento visa dar a conhecer às bloggers e aos seus seguidores a Quinta das Seis Marias, uma quinta toda ela em Modo de Produção Biológico, parceira deste evento, e a sua missão na luta por uma agricultura sustentável e responsável versus agricultura tradicional cheia de pesticidas e prejudicial à saúde pública.

Neste encontro em “terreno biológico”, o objetivo é debater o tema da importância da escolha e preferência por alimentos de origem biológica, escolha essa determinante para um corpo são. Nesse dia de partilha de experiências e conhecimento as bloggers irão confecionar várias receitas, todas elas com ingredientes biológicos, que no final serão degustadas em conjunto e posteriormente partilhadas com os seus seguidores.

O nosso contributo receitas saudáveis com alimentos saudáveis.

Joana Oliveira

Food blogger

a estreia da mercearia bio na blogosfera

Após quase 10 anos de loja online, eis que nos estreamos finalmente na blogosfera com o nosso “organicom”.

E fazemos desde logo um resumo daquela que vai ser a nossa intervenção com este nosso blogue.

Queremos reflectir aqui um pouco sobre a alimentação dos tempos em que nos encontramos, a produção e os  nosso produtores biológicos, o planeta em que vivemos, o convívio e a comunicação que gostamos de fomentar com os nossos Fregueses e Amigos, através dos eventos que vamos organizando, e outros assuntos que possam, aqui e ali, merecer a nossa atenção.

Quanto aos autores, embora o texto de lançamento seja da minha autoria (Pedro Gonçalves), não queremos que este seja um blogue de autor, mas antes aberto ao contributo, em primeiro lugar, da Equipa da Mercearia Bio, mas de igual modo a todos aqueles com quem nos relacionamos no dia a dia, Fregueses, Produtores, Fornecedores e todos os Parceiros com quem nos vamos relacionando.

E a nossa estreia vem numa altura – setembro – em que vamos ter muitos eventos, daqueles que promovem o convívio entre as pessoas e as levam ao campo para partilhar os dias com os nossos Agricultores.

Vamos ter vindimas, no Algarve e e em Castelo Branco, vamos apanhar o amendoim, em Aljezur, vamos ter um workshop de cozinha com a Joana do “Entre Tachos e Sabores”, e vamos dar início à nossa participação na Rota do Petisco, já um verdadeiro evento/instituição da cidade de Portimão.

Bem vindos ao organicom!

pedrocg